domingo, 27 de janeiro de 2008

Heroes Vs X-Men

Quando falamos em “Heroes”, não há como esquecer, ou não compará-lo, ao excelente desenho animado “X-men”. Nas duas séries, os personagens ganharam poderes devido a mutações genéticas e enquanto alguns pretendem destruir o mundo, outros têm como missão salvar a todos da destruição.

Aqui, pretendo fazer um comparativo entre a animação que foi sucesso entre criançada nos anos 90 e que teve uma seqüência de três filmes adaptados para o cinema entre 2001 e 2006, com a série que dominou a atenção do público mundial em 2006 e que agora em 2007, continua como uns dos líderes de audiência no horário nobre dos Estados Unidos, a qual, jovens, velhos, gregos e troianos são fans de carterinha e torcem por seus personagens favoritos.

Para começar, vejamos, em números, quem possui (ou possuiu) a maior audiência (Trilogia X-men ou Heroes):

“X-men” levou aos cinemas, cerca de 160 milhões de espectadores nos 3 filmes onde o mais bem sucedido foi o “Confronto Final”, último da trilogia, atingiu um público de 71 milhões de pessoas e bateu recordes de bilheteria em 2006.


“Heroes” possui uma média de semanal de 14,5 milhões de telespectadores, o que a torna uma das grandes atrações nos Estados Unidos, mas que quando comparado a outros seriados mais antigos como CSI (20,6 milhões) ou até mesmo o reality show “American Idol” (35,3 milhões), o programa dos mutantes cai para 20º entre os mais assistidos.

Eu sei que é difícil comparar um seriado, o qual você assiste toda semana, com o cinema, onde você vai apenas uma vez por filme. Mas fica claro que os X-men conseguiram atrair mais pessoas aos cinemas, do que o Heroes para frente da TV.

Agora, façamos um comparativo entre os personagens e suas habilidades:

Molly Walker, da série heroes, possui a habilidade de localizar qualquer pessoa ao redor do mundo, menos uma, Parkman. Em X-men, o professor Xavier utiliza-se de uma máquina chamada “Cérebro”, para localizar qualquer pessoa ao redor do mundo, menos uma, Magneto.

Matt Parkman consegue ler a mente das outras pessoas, mesmo poder de Xavier.

Peter Petrelli e Sylar conseguem absorver os poderes de outros mutantes e utilizar a seu favor. Mímico, dos X-men possui o mesmo poder..

DL Hawkins (Heroes) consegue atravessar paredes e objetos, mesmo poder da Lince Negra (X-men).

Hiro Nakamura (Heroes) consegue se teleportar e parar o tempo, Noturno consegue teleportar-se.

Candice (Heroes) pode tomar a forma de quem ela quiser, Mística também.

Outros:

Poder

Heroes

X-Men

Força sobre humana

Nikki

Apache

Interage com computadores e outros eletrônicos

Hana

Cifra

Voar

Adam Petrelli

Anjo

Regenerar

Claire Bennet

Wolverine

E agora, vamos para uma parte que mais me agrada, o “lado negro” das histórias. É impossível falar em super-heróis, sem mencionar aqueles que estão sempre tentando destruir o mundo e dando trabalho aos mocinhos, os vilões!

O maior inimigo dos mutantes de Heroes atende pelo apelido de Sylar, seu verdadeiro nome é Gabriel Gray e possui um poder que atormenta a todos os outros. Ele consegue tomar para si os poderes de outros mutantes, mas para isso, ele precisa matar quem possui outro poder, o que o torna muito poderoso, mas apenas para a comunidade mutante, até então ele não demonstrou ser um perigo maior para a humanidade.

Já em X-men, o maior inimigo de Wolverine e companhia, atende pelo nome de “Magneto”. Seu poder é a habilidade de manusear (leia-se, erguer, arremessar, amassar, entortar, sem maiores dificuldades) tudo aquilo que for feito de metal, além de conseguir voar. Seu objetivo é acabar com a perseguição e a caça mutante feita pelos humanos, e tornar os mutantes a raça dominante do mundo. Mesmo que para ele tenha que matar qualquer um que cruze seu caminho.

Nos dois seriados, alguns mutantes não se sentem confortáveis com os seus poderes, e por isso gostariam de ser pessoas normais, com vidas normais. E, nas duas histórias existe um “vírus” que elimina as células mutantes, transformando a pessoa em normal novamente.

Enfim, as semelhanças são diversas, apenas coloquei aqui aquelas mais escancaradas e que estão aos olhos de qualquer fã. Creio que devido ao estrondoso sucesso da animação X-men, é que os produtores de Heroes se basearam em tantos detalhes parecidos, pois é uma fórmula que funcionou anteriormente e caiu na graça do telespectador.

Eu, como fã das duas séries, não me importo em ver tanta igualdade nas duas histórias, contando que sejam boas, bem feitas e bem contadas, as duas estão aí para entreter e divertir, coisa que até agora fizeram (fazem) muito bem.


Por André R. Lopes

O melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado

Saudades do antigo rock’n’roll, das bandas eletrizantes dos anos 1970 e dos anos 1980. Saudade dos gritos harmoniosos do Axl Rose, do emaranhado de cabelos escondidos sob a cartola do inconfundível Slash. Ah! Saudades do rock da minha infância querida que não volta mais! ... Ops! Volta sim!
Nos últimos anos, é surpreendente o ressurgimento das bandas de rock que fizeram sucesso no passado. The Police, The Who, Led Zeppelin, Guns’n’Roses (com outros integrantes sob o comando do renovado Axl)... Bandas que marcaram época retornam aos palcos com os cabelos brancos para suprir o medo da mídia de inovar.
A indústria da música atravanca o caminho dos músicos inovadores, procurando fórmulas prontas para o sucesso, e fazem ressurgir esses mitos envelhecidos, tocando as mesmas músicas de outrora, já que nem aos veteranos da música é cedido o privilégio da mudança.
Não que não existam bandas novas com potencial musical para suprir o vazio deixado pelas bandas do passado. Existem, sobrevivendo por si próprias, lutando para alcançar seu espaço sem ser apenas mais uma cópia. O caso mais conhecido aqui no país é o do Los Hermanos, que estourou com uma música que de tanto tocar se tornou clichê e sumiu por não aceitar vender sucessos pré-moldados.
É muito bom ver ídolos nos palcos novamente, escutar os sucessos e a voz do Robert Plant, vocalista do Led Zepplin. O show do The Police, em São Paulo este ano, provou que o bom e velho rock não perdeu seus seguidores e agrega cada vez mais discípulos dessa “religião”. Porém, mostrou também o esgotamento da fonte.
A fonte da música que vende qualidade, a fonte das idéias nas mãos do baixista, nas mãos do guitarrista e na voz do vocalista. Sem que essa fonte seja limpa e religada, o rock vai sobrevivendo de sons remodelados, de melodias passadas.
Outra questão que esse ressurgimento traz à tona é a estagnação das “revoluções do rock”. Desde o seu surgimento nos anos 1950, com Chuck Berry e Elvis Presley, ocorreram muitas destas revoluções. Os Beatles trouxeram nos anos 60 a loucura e o colorido da psicodelia para dentro do álbum Sgt Pepper’s, seguidos por artistas como Jimi Hendrix. Era a época da loucura, de onde pode ter surgido a frase: “Sexo, drogas e rock’n roll”.
Passada a loucura do psicodelismo, surgem bandas como o Led Zeppelin, dando boas-vindas ao heavy metal, bem mais pesado e agressivo. Ainda nos anos 70, surgiu o punk rock, com os Ramones, ou seja, foi uma década de mudanças.
Mas como todo rebelde, o rock’n’roll não poderia cair na mesmice, eis que nos anos 1980 surge o estranho “metal farofa”, representado por bandas como Bom Jovi e Def Leppard e literalmente “maquiando” o peso do rock. Por outro lado, grupos como o Metallica trouxeram um peso até então inimaginável para o heavy metal. E concomitantemente surge Axl, com suas bermudinhas e gritos afinados, resgatando o hard rock setentista à frente do Guns’n Roses.
Nos anos 1990 começa um movimento musical definido com o nome de grunge. Bandas como Nirvana e Pearl Jam faziam uma mistura de vários estilos de rock básico e pesado, notadamente o punk.
Muitos movimentos que não citei ocorreram entre esses fatos que demarquei nessa espécie de linha do tempo, mas ela termina pelo menos para mim com uma interrogação. E agora, nos anos 2000, o que está acontecendo? Como a mídia sossega o vulcão do rock, cozinhando em banho-maria bandas novas, enquanto o rock sobrevive dos sucessos do passado.
Nesse ano ressurgiram várias bandas e vários sucessos dessas atuais épocas anteriores. Como diriam os Titãs, “o melhor disco dos últimos anos de sucessos do passado”.
Duane dos Reis Löblein

Preserve!


Senhoras e Senhores
Nunca deixem de preservar o mundo
Se eu pudesse dar uma só dica sobre o futuro seria essa: preserve.
Aproveite bem, com todo o respeito que ela merece, o poder e a beleza da natureza. Ou então, esqueça... Você nunca vai entender o poder e a beleza da natureza até que os tenha extinguido. Mas pode crer, daqui a vinte anos você vai entender.
E perceber que todos os banhos demorados, os vazamentos da casa, da sua juventude, lhe renderam muito prejuízo.
Nesse dia você vai perceber e perceber de um jeito que você nem imagina hoje em dia, quantas maneiras de mudar o mundo estavam a sua frente. E que o mundo estava sim doente.

Que as geleiras estavam sim derretendo
E perceber que as praias da sua juventude agora não existem mais.
Preocupe-se com o futuro na vida da terra, ou então, deixe que alguém se preocupe por você.
Mas saiba que, nesse caso, você não poderá reclamar de sede, da seca que abate sua lavoura, ou então do calor insuportável em pleno outono.
Todo dia, economize pelo menos um copo de água.
Plante
Não espere que o governo refloreste tudo o que está desmatado.
Não ature pessoas levianas com o mundo em que você vive.
Afinal, quem gosta de ver sua casa sendo depredada?
Não perca tempo com palavras, enquanto você pensa e fala, o mundo precisa de ação.
A peleia é longa e nesse caso ações valem mais do que mil palavras.
Não deixe de viver, de tomar banho, lavar louça e a casa.
Mas lembre-se que a natureza está entrando em colapso e se você não agir agora daqui a vinte anos isso tudo será muito difícil.
Exercite-se
Experimente começar a deixar o carro em casa.
Acorde mais cedo, caminhe até o trabalho.
Experimente a magia de andar de mãos entrelaçadas com seu filho no caminho até a escola.
Mais do que um ato de amor, isso vai lhe render mais saúde e de quebra, vai diminuir a emissão de CO2 na atmosfera.
SintetizandoCuide do mundo como você cuida do seu lar, da sua família. Pese todas as suas ações, afinal os recursos renováveis do planeta não durarão até a eternidade.

Lembre-se que toda ação tem uma reação, se você agir em desacordo com o meio ambiente, em algum momento sentirá as conseqüências disso.

Obs: Esse texto é uma paródia do texto Filtro Solar de autoria de Pedro Bial.

Duane dos Reis Löblein

Onde está o jornalismo virtual?


Basta percorrer alguns dos principais sites do Brasil, para se achar a sessão das notícias. A busca pela informação é algo continuo e inegável, principalmente quando se analisa a quantidade de acessos que essas páginas possuem. Hoje, o jornalismo não limita-se a estar presente somente nos sites dos próprios jornais impressos.
Uol, terra, ibest, pop, entre outros, são exemplos de sites que começaram com a proposta de oferecer ao consumidor uma inovação, na época a Internet discada. Entre promoções e cd’s de instalação gratuita, que encontravam-se em caixas de correios residenciais ou entre revistas, as propostas desses sites tiveram que evoluir.
As divulgações das assinaturas ficaram em segundo plano e suas páginas iniciais repletas de informações. Não se limitaram a nenhuma área especifica de conhecimento, trouxeram a diversidade para a tela do computador. Desde economia e política, a horóscopo e sessão infantil.
Têm novidades para todos os gostos, crenças, e faixa etária. Nesse meio, é difícil atribuir o furo de uma notícia a algum site, pois a informação é trazida de forma tão rápida que praticamente todos as empresas possuem as mesmas notícias. Algumas vezes a diferença está em alguma informação que se limita ao interesse de uma região ou cidade.
O sustento dessas grandes empresas é basicamente dos anúncios publicitários – que por muitas vezes invadem o espaço das notícias – vão de propagandas de bancos até mega-promoções de outros sites especializados em vendas.
Uma ferramenta torna-se essencial quando se possuí tanta diversidade em um pequeno espaço, a de busca. Basta digitar uma palavra referente ao tema procurado, que todo acervo presente nesse site surgirá. É como se a página tivesse um próprio Google.
Têm-se que admitir, que uma considerável parte da população não tem acesso a essa mídia. Todavia, os que têm, tornaram-se dependentes dela.




Letícia Cunha da Costa

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

O mercado dos ringtones

No calor da febre das altas tecnologias, principalmente ligadas a telefones celulares, um mercado até então muito promissor está deixando de fazer barulho, o dos toques para celular, ou seja, dos ringtones.
Há cerca de dois anos atrás esse mercado atraía muitos interessados, mas o fato é que no exterior, em vários países, as vendas de ringtones estão caindo. Antigos reis do setor, como a alemã Jamba ou a francesa Musiwave, estão reorganizando seus negócios a fim de voltar seu foco a maneiras mais lucrativas de permitir que clientes personalizem seus celulares.
A onda do “Crazy Frog”, um sapinho prateado e estrábico, símbolo do sucesso dos ringtones e que virou uma febre mundial, foi um impulso a esse mercado, de modo que a proporção de vendas de trechos de músicas para celulares se intensificou. Em vista disso, até a Billboard, a maior revista semanal norte-americana especializada em informações sobre a indústria musical, criou uma parada específica para sucessos em termos de ringtones. Segundo alguns sites, analistas previam que em 2010 o setor movimentaria cerca de 11 bilhões de dólares ao ano.
O fato é que, com o surgimento de novas tecnologias relativas a celulares, o mercado que vende ringtones está perdendo sua força. Celulares cada vez mais sofisticados e cheios de apetrechos estão surgindo no mercado e adquirindo popularidade, uma vez que mais celulares capazes de criar ou gravar música sozinhos são produzidos.
Empresas que se abastecem desse ramo, como a Jamster, assim conhecida nos Estados Unidos, continua a vender ringtones, mas ampliou seu mercado. Além de toques para celular, aumentou suas ofertas para vídeos, serviços de informações, além de animações gráficas e jogos, um artifício a mais para continuar faturando. Lojas de música digital, como a famosa iTunes, começaram a criar e vender pacotes de ringtones a preços bem mais acessíveis, além da comercialização de faixas musicais. Já a Musiwave, uma das maiores potências dos dias de glória dos ringtones, está sendo adquirida pela Microsoft para ajudar a empresa no seu ramo de entretenimento. Para Paul Goode, analista sênior da M:Metrics, uma empresa de pesquisa de mercado, os ringtones continuam em alta, comfornecedores de serviços de redes móveis promovendo a venda de chamados "ringbacks", músicas que você ouve no seu telefone enquanto espera uma ligação ser atendida. Mas o fato é que, na maioria dos países, a porcentagem de assinantes que compravam ringtones por mês vem caindo cada dia mais.
Por fim, a constante sofisticação dos celulares, que contam com cada vez mais recursos, acaba exigindo que novas tecnologias sejam desenvolvidas para esses aparelhos em termos de entretenimento, uma vez que foi-se o tempo em que celular era uma ferramenta simplesmente para fazer ligações. O próximo hit do mercado de ringtones parece que já está aí: ringtones em vídeo – resta saber se fará tanto sucesso como foi a onda “Crazy Frog".

Acadêmica: Juliana Pedroso

A busca pela informação na era digital

A internet é um aliado da população quanto a busca por informação. A web permite um fluxo sem interrupções de informações, o que agiliza de certa forma o processo jornalístico, e acaba alterando o modo de como se dá a obtenção das notícias pelas pessoas, onde em um mundo como o de hoje, as pessoas buscam saber sobre tudo e primeiro que todos.
Os sites de notícias, aliados às pessoas nessa constante busca pela informação requer objetividade, assim como qualquer outro veículo informativo, no entanto, de uma forma no qual informe o leitor mais rapidamente e ao mesmo tempo, agregando um valor diferencial ao seu texto. Além disso, através da navegabilidade, evita que o usuário se perca ao ler um texto sendo viável que o profissional responsável, no caso, o webjornalista evite repetir informações e ofereça atalhos, links ao leitor para informações complementares. Além do mais na elaboração de uma notícia on-line a visibilidade possibilita que as informações sejam facilmente identificadas. O imediatismo, Uma marca característica possibilita que as notícias sejam postadas à medida que ocorrem.
Essa busca pela informação on-line muda o modo de produção das notícias. Elas são remetidas à especificidade do meio de modo que a internet agiliza o processo jornalístico, uma vez que através desta mídia, o repórter faz a transmissão das notícias aos seus redatores dos próprios locais dos acontecimentos. Com um notebook, um celular e uma máquina digital, o jornalista acaba tornando-se em si, uma “redação ambulante”.
Quanto à sociedade que usufrui das notícias on-line, esta cresce cada vez mais. Uma das vantagens que chama a atenção dos usuários é o fato de poderem receber editoriais específicos, de seus interesses, pelos seus emails. Essa, inclusive é uma característica do jornalismo on-line, a segmentação da notícia, num ponto no qual não podemos discordar que é mais cômodo abrir seu e-mail e estar tudo ali, pronto. Nas notícias on-line o ideal é facilitar a compreensão do conteúdo sem perder a profundidade. Os espaços interativos, fóruns ainda vêm para estimular a interatividade entre o jornalista e o seu leitor nos sites de notícias de modo que ele pode assim, obter um retorno do seu trabalho.
Além de proporcionar informação, possui um vasto campo de pesquisa para tudo e todos os assuntos, incrementando ainda mais uma notícia e/ou abolindo possíveis dúvidas sobre algum assunto em questão.
Porém, a especialização de um profissional voltado a este jornalismo ainda aparece de uma forma embrionária, no qual merece mais investimento em sua produção. Há sites que simplesmente copilam conteúdo dos outros, às vezes nem mesmo citando suas fontes.
O fato é que quanto à questão da transmissão de informação e a circulação de notícias, as tecnologias, como a internet simplesmente acrescentam e aprimoram essa constante busca pela informação que requer um mundo globalizado.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Jornalismo_online
http://www.facom.ufba.br/ciberpesquisa/seminario/luciana.htm

Acadêmica: Juliana Pedroso

Indústria Comercial: O produto Harry Potter

O que se vê quanto à cultura consumista, é a forma como determinados produtos influenciam digamos assim, o público ao consumo. Um exemplo perceptível desse consumo massifico, é a série Harry Potter.
Basicamente, os livros são uma série de romances fantásticos criados por uma escritora britânica. Com o lançamento do primeiro volume, Harry Potter e a Pedra Filosofal, em 1997, os livros ganharam tamanha popularidade e sucesso comercial no mundo todo. Em 1999, J.K Rowling vendeu os direitos de filmagem do primeiro livro de Harry Potter para a Warner Bros.
Em conseqüência ao grande sucesso de bilheteria adquirido com a filmagem do primeiro livro, foram sendo escritos e lançados novas histórias e aventuras do bruxinho pela autora, a fim de também virarem filme. Os sete livros publicados até agora venderam mais de 300 milhões de exemplares e foram traduzidos em mais de 63 idiomas. De fato, a indústria comercial não iria ficar de fora dessa.
À medida que ia arrecadando mais fãs, diversos produtos começavam a serem lançados com a “marca Harry Potter”, desde materiais escolares, roupas, brinquedos até jogos de computador, colocando a autora britânica na galeria dos multimilionários, como a mulher mais rica na história da literatura.
Não só crianças são adeptas à série, como também jovens e até mesmo adultos. Colecionam os livros e produtos ligados a ela, buscam se vestir como os personagens, esperando ansiosamente por novas edições de livros e filmes, estabelecendo com isso uma relação de “necessidade” pelo consumo do mesmo. Não bastando ler e assistir aos filmes, a necessidade vai além, transformando-se num desejo massivo pelo consumo dos produtos ligados e abastecidos por uma indústria comercial que o rodeia.
Em grande parte, o resultado de toda repercussão que obteve em torno da série é da mídia, devido ao sucesso adquirido através dela. Não se limita apenas a indústria literária e cinema, mas também a internet. No próprio site oficial da série, há um link que leva os leitores-fãns a uma “loja” cheia de produtos. Em telefones celulares também é possível baixar vídeos dos filmes, Wallpapers, entre outras coisas. As empresas de telefonia lucram, as empresas responsáveis pela divulgação também lucram, enfim tudo gira em torno do capital que é investido. Elas vivem em volta do “produto Harry Potter” e do lucro que este arrecada. Claro que a pirataria também não deixou de existir e lucrar em cima do mesmo. Mas enfim, ainda sendo uma febre mundial, tudo que alcança seu ápice, sucesso, um dia acaba e isso não será diferente com a saga Harry Potter.
O sétimo e então, oficialmente, último livro, que encerra de fato as aventuras do bruxinho foi editado em 2007. Contudo a autora J.K Rowling cogita a possibilidade de haver um oitavo livro da série, mas este no caso, se sair, será daqui a dez anos, e é provável que foco da história não seja o mesmo. Como ela mesmo diz “Se escrever um oitavo livro sobre este universo [mágico de Harry Potter], duvido que Harry seja a personagem principal. Sinto que já contei a sua história". "Deixemos passar dez anos e depois veremos como será", sublinhou a autora, que atualmente têm dois projetos em mãos, um romance e um "conto de fadas político".
Mas e aí será que o fenômeno Harry Potter e a indústria toda que o alimenta e se alimenta do mesmo vai sobreviver à espera de longos dez anos? Parece que a mídia vai ter que se abastecer de outro “combustível” até lá para faturar, opções, essas é que não devem faltar...
http://pt.wikipedia.org/wiki/Harry_potter
http://harrypotter.pt.warnerbros.com/home.html
http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?article=316816&visual=26&rss=0
http://www.adorocinema.com.br/hotsites/harry-potter/historia.asp
http://veja.abril.com.br/010807/p_134.shtml

Acadêmica: Juliana Pedroso